Orçamento para fotografar casamento {Dih Duarte - São José do Rio Preto}

Trabalhar com fotografia envolve mais que saber fotografar bonito. A entrevista de hoje é com a Dih Duarte, de Rio Preto, e mostra a importância de estratégia de negócio, investimento em marketing digital, design e pós-produção. Além disso, trabalhando no estilo home-office, viabiliza financeiramente seus trabalhos. Ela é pura inspiração! 

Quem é Dih Duarte? Qual filosofia de trabalho?

Sou uma apaixonada por contar histórias de amor através da fotografia. A Dih Duarte Fotografia é composta por mim e meu marido Fred Lopes. Trabalhamos juntos há 2 anos, focados em fotografia de casamento. Hoje temos também uma parceira de trabalho, a Priscila Pereira, uma amiga fotógrafa muito talentosa que nos acompanha nos casamentos e em outro projeto nosso, o Amor Que Se Revela.

Nossa proposta é criar e entregar ao cliente imagens dotadas de sentimento, emoção. Quando o cliente recebe as fotos, ele consegue reviver toda a emoção que sentiu naquele dia. Nosso estilo é o fotojornalismo aliado a composição criativa.

Qual a formação acadêmica?

Eu sou Pedagoga (UNESP), o Fred é Designer Gráfico (FAIMI) e a Priscila é Arquiteta (UNIP).

Há quanto tempo trabalha na área? Como foi seu começo?

Comecei a fotografar em 2008, quando comprei uma Canon PowerShot, para fazer fotos com os amigos, família. Nunca imaginei ser fotógrafa. Mas a partir daquele momento fiquei totalmente apaixonada pela ideia de poder imprimir numa imagem o "meu olhar" sobre as coisas. Comecei fotografando natureza e fotografia conceitual, onde eu abordava temas de cunho crítico-social, fiz algumas exposições, depois passei pela fotografia de produtos até ser convidada a fotografar um casamento. Foi amor a primeira vista. Então, há dois anos, exonerei um cargo público e, junto com o Fred, decidi seguir somente com a fotografia de casamentos e retratos.

Equipamentos que usa?

Canon 7D e Canon 5D mark ii.  Lentes fixas: 24mm 1.4, 100mm 2.8 macro, 50mm 1.8. Zoom: 70-200mm 2.8

Fornecedores?

Encadernadoras Premiere (São Paulo) e ThanksBook (São José do Rio Preto)

Experiências que marcaram o trabalho?

Várias. Mas uma que gostamos sempre de lembrar é quando fomos entregar o álbum de casamento para um casal. Eles ficaram super emocionados e nos deram um mimo: uma câmera fotográfica analógica muito linda.

A importância do design no seu trabalho?

Design tem a ver com a apresentação do nosso trabalho. E apresentação é tudo. Ela pode tanto vender o trabalho, como pode queimar. Então, eu prezo muito o uso do bom design no meu trabalho. Desde o cartão de visita, site, orçamento até a entrega do álbum. O cliente percebe quando o trabalho é feito com capricho e eles gostam disso.

Onde busca conhecimento?

Gosto de ler autores que me inspiram tanto na parte técnica quanto pessoal. Acredito que antes de ser um bom profissional temos que ser excelentes seres humanos, por isso não estudo apenas sobre fotografia em si, mas também sobre filosofia, política, valores éticos, legislação, ciência, etc.

Além disso, os cursos online, congressos de fotografia também fazem parte da nossa rotina. Livros sobre marketing e vendas também são sempre bem vindos.

Livros que indicam?

"Da minha terra à Terra" (Sebastião Salgado), para conhecer a história de um fotógrafo e ser humano incrível; "Roube como um artista" (Austin Kleon) sobre criatividade; "O corpo fala" para entender um pouco de como direcionar os fotografados e "A mágica de pensar grande" (David Schuwartz) para se inspirar e entender que quando você tem objetivo e foco, você alcança o que quiser.

Fotógrafos que sejam inspiração?

Sam Hurd (EUA), Tony Gambino (EUA), Sebastião Salgado, Cartier-Bresson, Greg Fink (França).

Quais foram os passos mais importantes para conquistar espaço no mercado?

As parcerias com os profissionais da área, fazer um trabalho bem feito e investir na divulgação com forte presença online.

O que não faria de novo:

Ceder todas as vontades do cliente só pra não perder o contrato.

Que caminho você apontaria para o fotografo que está iniciando sua carreira?

Primeiro conhecer a si mesmo, perceber o que lhe agrada, suas habilidades e dificuldades. Depois, pratique muito, fotografe todos os dias, aprenda a técnica, pois ela é fundamental para você exercer a sua subjetividade. Esta ninguém copia. E então, você será único.

Atende em escritório, home office ou café?

Home office e café.

Pelo que entendi, você trabalha com seu marido. Como é a divisão de tarefas e como é trabalhar juntos?

É muito bacana trabalhar junto com ele. Primeiro nos casamos, depois descobrimos essa paixão pela fotografia juntos. Durante os eventos, nós dois fotografamos. Ele faz as fotos principais, aquelas que não podem faltar, enquanto eu fico buscando as composições mais criativas. Na pós-produção, sou responsável pela edição e tratamento das imagens e ele diagrama os álbuns. Toda a parte de design gráfico e web é por conta dele. Já a criação de conteúdo para o blog e redes sociais, atendimento ao cliente eu que faço.

Você que trata suas imagens? Qual a metodologia que você usa para desenvolver o tratamento como estilo?

Sim, eu mesma que trato as imagens. Me inspiro nas cores da fotografia Fine Art de casamento. Uso o LightRoom para tratar as cores e o PS para ajustes mais finos.

Quando você começou seu trabalho já era segmentado para casamento ou você direcionou depois? O que fez você segmentar?

Eu comecei fazendo de tudo um pouco até chegar na fotografia de casamento. Me identifiquei com essa área, porque sou uma pessoa romântica e adoro tudo que envolve casamentos. Além disso, é uma área que tem bastante mercado. Se eu quisesse me especializar em fotografia gourmet por exemplo, acredito que não teria muito trabalho na região de Rio Preto.

Você vai para Florianópolis semana que vem fotografar. Como esses trabalhos surgem para você?

A divulgação pelas redes sociais é ótimo para conseguir trabalhos em qualquer parte do mundo. Quanto mais pessoas você conhecer, maiores as chances. Por isso, a participação em congressos e grupos de fotógrafos é bacana para se fazer as "amizades certas". Outra dica é não ter medo de mostrar para o mundo o que você quer. É fundamental que você seja visto.

Como você divulga seu trabalho? Qual a melhor forma de vender?

Hoje a divulgação é basicamente online. Uso o Facebook, Instagram e Pinterest (este último é mais voltado para inspiração, mas também ajuda a divulgar).

Porém, pela minha experiência, o boca a boca ainda é a melhor forma de venda. Mas é preciso além de fazer um trabalho bem feito, criar relacionamento com o cliente. Com certeza, ele vai voltar a te procurar para outros trabalhos e te indicar aos amigos.

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